terça-feira, 23 de julho de 2013

Explorando o Universo de FullMetal Alchemist


Sabe aquele mangá que vale cada página? cada arco, cada capítulo e principalmente explorá-lo de todas formas possíveis? Vamos resenhar e dissecar o universo da alquimia agora!



 Tudo mundo sabe que é extremamente chato ficar ouvindo aquele teu amigo fanboy ficar horas e horas no teu ouvido idolatrando tal mangá. Pois bem, considere essa resenha bem chatinha de ler porque está recheada de aplausos aos irmãos Elric! Já havia comentado sobre FullMetal Alchemist no blog bem no início do meu interesse em blogar, porém minha escrita estava horrenda, com spoilers e todos os demais detalhes asquerosos que você possa imaginar. Ou seja, meu atrativo em comentar FullMetal já vem de muito tempo todavia agora poderei ressalta-lo da melhor forma possível pois minha função nessa post é justamente convencer as pessoas que não leram, e para aqueles que já conhecem também (eu acho que a maioria já leu) priorizando meu ponto de vista e visando sempre a ausência de spoiler.

  Então vamos as informações básicas e logo em seguida estarei opinando acerca desta série estupenda!
 O mangá foi criado por Hiromu Arakawa e serialisada na revista mensal Shonen Gangan em Agosto de 2001 com 108 capítulos. Recebeu uma adaptação para animê com 51 episódios exibidos em 2003/2004 e também ganhou um longa-metragem. Porém em Abril de 2009 uma segunda adaptação foi exibida com o nome FullMetal Alchemist Brotherhood com 64 episódios, que alias foi mais fiel ao mangá. No Brasil o mangá foi publicado pela JBC com 54 volumes.

  A história mostra a vida de Edward e Alphonse, dois irmão que vivem numa cidade no interior. Quando eram crianças foram abandonados pelo pai misteriosamente, algum tempo depois a mãe deles faleceu. Arrasados coma morte da mãe, eles tentam ressuscitá-la utilizando uma técnica proibida pela qual descobriram num livro sobre alquimia. A lei da alquimia é a troca equivalente. Com base nisso, os irmãos Elric tentam a todo custo trazer sua mãe de volta, porém acabam revivendo só o corpo dela. Por terem praticado a transmutação humana o preço do corpo é cobrado: Edward perde sua perna esquerda, enquanto seu irmão Alphonse perde todo seu corpo. Em seguida Edward sacrifica seu braço direito em troca da alma do seu irmão que selou (utilizando um selo de sangue) em uma antiga armadura.

 A partir desse momento os irmãos Elric partem em busca de seus corpos usando os poderes da alquimia e enfrentando homunculos.


 Um shonen que mistura ação, comédia, aventura, fantasia e sci-fi. Mais além de tudo isso ele é persuasivo em seu suspense, nunca deixa nada nítido do que pode acontecer, por consequência abre a mente do público que lê para possíveis teorias do que pode vir, e assim não tratando as pessoas como idiotas, isso é uma característica interessantíssima e que é fundamental para qualquer tipo de mangá, independente de gênero. Nunca deixar exposto o que vai acontecer é genial, e FullMetal Alchemist está repleto desse tipo de contexto.

  Outro fato interessante é que FullMetal Alchemist cumpre em exito o que seu gênero se propõe a fazer, isto é, ele funciona nos momentos de aventura, funciona em seus momentos de ação e etc. O ponto que quero chegar é que  o mangá  não nos proporciona lutas sem sentido, aventuras clichês, fantasia escrachada, muito pelo contrário, nos oferece uma história super inteligente, depois que  termina a leitura você cai em si que tudo foi planejado desde o começo, praticamente nenhum personagem é inútil. Posso concluir também que FullMetal Alchemist possui lutas mais planejadas do que muitos shonens por aí, e além disso os protagonistas querem conquistar seus objetivos na força de vontade, e não na base do choro, da circunstância, ou de qualquer outro motivo mesquinho que seja. Além de sempre buscarem conhecimento sobre alquimia, não deixando seus objetivos de lado, o que é fascinante!



Em FullMetal Alchemist agente vê através de pequenos detalhes, de simples momentos de descontração até nos de ação você pode perceber que ele chega a ser um shonen diferente. E diferente porque? por vários motivos. Um deles é que ele não se baseia num mangá ''padrão'' mais sempre inova nos detalhes, até porque tudo é pensado. Nada acontece por acaso, nenhuma luta é sem sentido, nas horas que visivelmente você acha que pode dar em nada, ele nos surpreende. Os irmãos Elric conseguem as informações que precisam na base da força de vontade, e não dependem de ninguém pra conseguirem o que almejam. Botam as caras num livro e não saem dali enquanto não descobrirem o que querem, além de aprenderem consigo mesmos ainda ganham conhecimento.


Também acho legal como a autora faz com que as mortes tenham peso significativo pra trama. Ela faz com que o público se envolva, tenham algum tipo de conexão com os personagens e corta de repente para uma cena emocionante onde ninguém suspeitaria tal atrocidade. Além de pegar as pessoas de surpresa ela ainda mostra que os personagens tem sentimentos, que Edward e Alphonse se importa com as mortes e com as coisas acontecendo em volta deles. Tem muitos mangás em que lemos e que em muitas vezes estamos pouco se importando pras mortes, e ainda mais quando os protagonistas ainda ignoram, e isso tudo por que? porque os autores desses tipos de mangás não fazem seus personagens terem empatia, carisma, e muito menos algum tipo de ligação com o público, isso resulta numa história pobre e principalmente sem salMortes sem peso deixa a história vazia, lembre-se sempre disso!


 Todo tipo de ato em FullMetal Alchemist tem consequência. Uma vez que não foge da sua proposta inicial do mangá, '' a troca equivalente'' é vista do começo ao fim, pelos grandes e pequenos detalhes. Sejam eles nas horas em que estão usufruindo a alquimia ou não. Nenhum vilão de FullMetal Alchemist sai ileso, ninguém faz a sua boa ação sem sua recompensa final, tudo no final acaba sendo justo e persuasivo, nada fica em ''baixo dos panos'' ou esquecido. Absolutamente todos pagam por seu final feliz, principalmente Ed e Al como vemos no final do mangá. Tudo há consequência, essa é a troca equivalente!
 Importante ressaltar que Edward e Alphonse não tem como objetivo ajudar as pessoas. Obviamente causas aplausíveis vem á tona, mais essa não é a principal meta deles. O grande desígnio está centrado em seus interesses de conseguir seus corpos de volta, sim eles são egocêntricos. Mais isso não muda o caráter e muito menos os torna mercenários. Na medida do possível, eles tornam o egoísmo em algo bom, transforma em conquista, em esforço, em vontade, mais sobretudo sem deixar de ignorar as coisas em sua volta, demonstrando humildade e um coração cheio de amor com as pessoas que cruzam o caminho deles, sem abandonar seus objetivos.


  O que torna FullMetal Alchemist um mangá excelente é o roteiro, sem dúvidas. Com base nesta razão eu não vejo os personagens de FMA em outra história e vice e versa. É como se cada um completasse o outro. Esse mundo fantasioso tem uma bela pitada de realidade, sejam eles transmitidos pelos personagens ou pelos acontecimentos. Apesar da alquimia ser algo visto aos nossos olhos como algo absurdo, de uma certa forma essa ciência parece algo real, não foge tanto assim da autenticidade e da veracidade do que ela proporciona para nós.

Um é tudo e tudo é um
 FullMetal Alchemist também abrange conceitos que podem se tornar como filosofia para as nossas vidas. Estou  tomando o máximo de cuidado em não soltar spoilers, mais tem uma cena que não posso deixar de comentar, que é onde eles mostram de maneira clara que aquilo que queremos está dentro de nós mesmo. Isto quer dizer que todas as respostas, tudo o que desejamos está dentro de cada um de nós e que aquele portal que eles mostram com um homenzinho branco é o nosso eu interior. Em cada um de nós existe um ''Deus'' onde podemos conquistar aquilo que queremos e todas as demais possibilidades infinitas de sonhos que futuramente possamos ter, conseguiremos realizar entrando em contato com o nosso interior.
  O que coloco em que estão é aquilo que insinuei desde o começo, ''Um é tudo e tudo é um''.


 FullMetal Alchemist tem uma das maiores características que um  mangá/animê tem que ter, que é a maneira como as coisas fluem. As ligações do passado, presente e futuro estão conectadas uma as outras, fazendo assim por diante o público que acompanha aprender sobre os personagens num curto espaço de tempo. Aquela visão ampla do que está acontecendo, é fundamental pra um bom desenrolar de historia. É legal ver que em FMA vemos o coração de cada personagem, através de seus atos percebemos o que se passa na cabeça de cada um, e assim consequentemente nos apegamos em alguns (no meu caso em todos). O desenvolvimento do estilo de vida deles é mostrado de maneira bem simplória mais que faz com que as pessoas se identifiquem, que se apeguem até mesmo com o coadjuvantes, o que o torna fantástico!

  O modo como cada um amadurece é digno de preenchimento de lacuna com qualquer parte da história que por ventura se encontrasse vazio ou inexistente. Outa coisa legal é a distinção que cada personagem carrega em si. Por exemplo, eu quando li e assisti (a segunda versão em animê) não confundi personagens, porque cada um possui uma aparência distinta.

  Os traços limpos da mangaká chega ser suave aos olhos. A mesma coisa falo do animê, as cores brilhantes e tons maçantes trazem mais vida pra animação, mais nada exagerado a ponto de arder os olhos.



 Só pra encerrar esse post, devo acrescentar que FullMetal Alchemist contém inúmeras formas de interpretação, o que eu acho fenomenal pelo fato que cada pessoa interpreta por si, mais todos chegaram numa só conclusão: FullMetal Alchemist é um dos melhores shonens, sem dúvida nenhuma. Em termos de étnica, de arte e de roteiro. Acredito que a função da autora foi trazer um conteúdo com os melhores gêneros que existem, numa realidade ficcional que prende, que evoluiu, que traz ponto de vistas diferentes, mais com uma única finalidade: entretenimento bem feito!

  FMA está na minha top lita de mangás preferidos, e espero que esteja na sua também porque motivos não me faltam para recomendá-lo e defende-lo das pessoas que vêem defeito em tudo.



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