quarta-feira, 2 de março de 2016

Shanghai Dragon (Shoji Kawamori) | Maratona semanal #02






















Qualquer pequeno ranhento pode ser criativo.

Quem gosta de Macross já deve estar bem familiarizado com o estilo de direção de Shoji Kawamori. Pra quem não sabe quase nada de mechas e seus derivados como eu, pode conhecer um pouco mais de como ele trabalha em cima de uma ideia, especificamente na inserção dos robôs e máquinas com os humanos. Shanghai Dragon tem dezenove minutos de pura urgência, misturada com uma boa dose de criatividade, como tinha que ser. E claro, muito mecha.

A história se passa num lugar parecido com a China, numa fusão entre ricos e pobres. E já que estamos falando de ambientação, eu não poderia deixar de elogiar esse detalhe, que está incrivelmente muito bonito e detalhado em alguns aspectos. O protagonista deste curta, é um garoto super ranhento, que eu diria ser pobre e bastante ingenuo, porém, cheio de imaginação, a ponto de passar o tempo da aula desenhando tranquilamente. Até que, os valentões de sua turma o atormentem provocando assim a ira de sua colega de sala, que fica irritada com toda aquela situação. De repente uma enorme explosão acontece lá fora, uma grande guerra está prestes a acontecer. Porém, um objeto estranho cai no pátio da escola, e o garoto ranhento vai lá fora e pega essa tal coisa luminosa e começa a desenhar na maior inocência um pouco de comida na calçada, e todos em volta ficam chocados ao ver essa comida rabiscada se tornar realidade. Logo, dá para se entender que tudo pode ser criado a partir desse objeto. Nas mãos de um menino inventivo como aquele, coisas inimagináveis seriam possíveis. 

E para ajudar na guerra que está acontecendo, o menino irá se transformar em um herói de tokusatsu para tentar salvar sua cidade, no entanto, somente com a ajuda de um adulto, ele irá conseguir apaziguar a situação da melhor forma possível.

Eca, alguém limpe o ranho dessa pobre garoto!!!!!!
Essa animação brinca com clichês de sci-fi de maneira bem maluca e divertida. Gostei da fluidez e do ritmo dos confrontos robóticos, e claro, de todo o conceito inventivo do garoto. Tecnicamente achei bem elaborado, e aconteceu tanta coisa nele, que parece que vi um filme. É um espetáculo que se estabeleceu através de tomadas bem abatidas pelo grande público - garotinho zoado que conquista o poder de salvar o mundo e etc-  mas que não deixa de ser interessante. Entretém. Talvez exista uma grande mensagem por trás dele, porém, eu só consigo enxergar o que está meio obvio. A de que todo ranhento pode ser criativo e salvar o mundo de que; tudo pode ser criado, e que através da nossa imaginação podemos apaziguar grandes conflitos ou algo do tipo. Clichêzão? Com certeza! Mas por enquanto vou ficar com esse ''ensinamento''. Não é tão ruim assim.

Ah, e antes de finalizar, devo dizer que o episódio termina super bem, dando a entender, de que o show estava completo e entregue. Fiquei com gostinho de quero-mais. Eu assistiria de boa um anime completo sobre isso. E você?

P.S: A menininha que anda com ele olha toda hora aquele ranho e nem limpa pra ele. Parece que ela gosta de admirar aquilo. Eu hein. AHEIAUEHIAUHEI Cada um com suas taras.
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Amanhã continua a maratona! Será a vez de '' Deathtic 4 (Shinji Kimura ''. Até lá!
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