quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Comentando a estreia de alguns animes da Temporada de Inverno 2017

Todos os que estou acompanhando no momento.

Ps1: Eu também assisti o piloto de Chaos Child mas não vou comentá-lo, porque acho que no momento não vale a pena. Achei bem chatinho e droppei. Se ele ficar mais legal mais pra frente, me avisem pra - talvez - dar uma segunda chance.

PS2: Estão por ordem de preferência.

PS3: Se tiver mais algum anime que você assistiu e gostou, me diga nos comentários pra que eu possa dar uma chance. Se tiver pelo menos três, posso fazer uma parte 02 desse post.


Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu: Sukeroku Futatabi-hen


A volta desse anime, deu uma bela surra em seus concorrentes estreantes. Justamente por manter a qualidade da primeira temporada (não só em termos visuais, como também de história) e surpreender com uma narrativa ainda melhor. Talvez você pense que ele não mereça tal mérito por ser uma continuação, mas é bom ter em mente, que toda nova temporada é uma nova reapresentação. Por exemplo, eu posso ter gostado de Durarara e Psycho Pass, mas também posso odiá-los, por conter uma segunda temporada horrível. Porém, é como diz o ditado; a primeira impressão é a que fica. Nesses caso, eu escolho amar tais obras, e não apagar tudo o que rolou de bom anteriormente, só porque a segunda temporada não os representa.

Pois bem. Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu faz jus a si mesmo, e de quebra, consegue soar mais novo do que os outros animes (dos que eu vi) que estrearam nessa temporada. Isso se deve porque o diretor, sabe dar o tom, o enquadramento, a perspectiva, e tudo mais, que a obra merece. Estamos vendo o mesmo anime, com um sabor ainda melhor. O mangá de Kumoto Haruka é incrivelmente bem escrito e pensado, o que não deixa outra alternativa para o anime. O elenco de personagens é um show por si só, e as dublagens então, são maravilhosas. Sério. É coisa fina.

Nesse primeiro episódio da segunda temporada de Shouwa, pode perceber nitidamente o quanto a narrativa é brilhante em todos os sentidos. Por mais que se trate de um contexto histórico, de maneira nenhuma, se torna uma história datada. Porque a forma como é apresentado os personagens para nós, e para o palco, faz como nos identifiquemos com eles. Por exemplo, o personagem em questão desse episódio se parece um pouco com o que ele atua no palco, e isso também dialoga com nós, que nos escondemos atrás de uma persona, seja para quando estamos sozinhos ou para os outros. E muitas vezes, o que demonstramos ser, não é aquilo que somos de verdade. Ou então, o que interpretamos no palco diariamente, é só uma, das muitas versões existentes. O que eu aprendi nesse episódio é que está tudo bem escolher apenas uma faceta. Gosto também de como a arte do Rakugo entrelaça com tudo isso. Adoro ainda mais, essas subcamadas, que por mais bobas e simples, viaja para uma mensagem diferente e totalmente válida no contexto. Como essa de ter ''muitas faces''.

O tema principal do anime, recebeu por sua vez, o  destaque merecido no episódio, e digo que foi isto, que ressaltou o brilho da estreia. Estou bastante otimista com essa nova temporada, e espero mais uma rodada de um bom drama emocional, contada numa boa animação do estúdio Deen, através da arte única e bela que é do Rakugo.

Little Witch Academia


Que episódio divertido pra cacete!!! Foi além disso, um belo colírio para os meus olhos. Little Witch Academia caiu como luvas para o estúdio Trigger, que soube captar o espírito da coisa(ao menos por enquanto). O episódio segue a trilha da menina Akko que está tentando encontrar sua escola de bruxas. A história é bem infantil se for encarada com olhos muito severos, mas não deixa de lembrar as obras do Miyazaki. Alias, me pareceu uma mistura de O
Serviços de Entregas da Kiki com Harry Potter. É um misto bem interessante, de fato, não é nada novo, mas bebe de fontes legais e sabe executar isso bem, isso que importa. Confesso que não vi os OVAS pela qual esse anime se baseia, mas até agora, só vi gente que ama a série. E o mesmo pode-se dizer dessa estreia, que se dizem, satisfeitas.

Compartilho desse mesmo contentamento, e apesar de não ter visto os OVAS, estou esperando uma história legal, mesmo não sabendo onde isso vai dar. Esse primeiro episódio foi bastante carismático, bem animado, bem colorido, e principalmente, bem dirigido. Quero muito assistir os outros 24 episódios que virão.
Estou muito empolgada!

ACCA: 13-ku Kansatsu-ka


Independente se você gostou ou não desse primeiro episódio, uma coisa você há de concordar comigo: que anime estiloso! Claro que esse estilo não poderá agradar a todos, alias, se trata de um anime que parece não estar interessado em atingir a massa. E acho que eles estão certos, visto o tipo de história em que eles querem contar, que inclusive, se mostra bem desinteressante. Mas eu sei que isso se deve porque ainda não aconteceu nada significativo. O que vemos nessa estreia, é apenas a chamada para algo maior que está por vir. De resto, o impacto fica por conta da animação, que está de fato muito bonita. Destaco principalmente a abertura, que até agora, foi a melhor que vi. Madhouse é um bom estúdio, mas vamos torcer pra que não avacalhem com os outros 12 episódios que estão por vir, até porque, isso sempre pode acontecer.

A história se passa dividido em 13 áreas, com cada uma delas tendo uma unidade altamente treinada comandados por uma organização chamada ACCA. Acompanhamos a vida de vários agentes dessa organização. Já adianto, que o protagonista (esse loirinho do poster) não é nenhum pouco carismático, ele passa o episódio inteiro com cara de tédio, e não demonstra nenhum tipo de emoção. O mesmo posso dizer de tudo que aconteceu nesses vinte minutos; tudo muito sem sal. Tudo bem que se trata de um drama policial, mas não precisa ser tão sério. O diretor Shingo Natsume (one punch man, space dandy) é um cara talentoso, e sei que ele pode entregar um trabalho muito melhor do que vi nessa estreia. Bom, ao menos, podemos esperar uma história fechadinha, já que o mangá já está finalizado.

Enfim, ACCA: 13- Ku Kansatsu-ka (alias que nome ruinzinho hein!) é um anime que tem a faca e o queijo nas mãos. Eu espero que cabeças rolem daqui pra frente, caso contrário, nem a estética estilosa poderá o salvar do meu dropp. 



Onihei

Com a chegada de Shouwa Rakugo, eis uma aposta do estúdio M2 -  pela qual desconheço completamente sua origem - que brigará pela atenção do público que gosta de um contexto histórico. Não foi uma estreia digna de empolgação, no entanto, foi consideravelmente envolvente. Adaptação da série de novels de Ikenami Shoutrou, Onihei conta com o diretor veterano Miya Shigeyuki (Blood Lad, Kawaisou) e segue a história de um grupo de polícias no Período Edo chamado ''Hitsuke Touzoku Aratamekata'', liderado pelo Hasegawa Heizou, chefe da policia samurai especializada em combater os crimes e roubos, com bastante cautela e punição severa.

Nitidamente, não se trata de um anime comercial, e o estúdio novato parece não se importar com isso. Pelo contrário, deu a entender que essa é a intenção. O orçamento humilde estampado -principalmente nas cenas de ação - anuncia a chegada de um anime que parece saber o que está fazendo e o quer. Ainda é cedo pra dizer que os próximos 12 episódios poderão ter grande impacto no enredo, já que essa estreia foi neutra, e só soube apresentar os personagens e aquele universo bem e nada mais, por outro lado, sinto que tudo pode acontecer. Onihei pode mostrar mais potencial do que mostrou, porém, pode também mostrar uma grande decepção. Não dá pra saber com base apenas em um episódio. Só me resta torcer pelo seu sucesso.

Fuuka

Clichêzaço! É impossível não soltar vários ''puta que pariu'' ao longo do episódio, com tamanha previsibilidade. Deu pra saber tudo o que ia acontecer de olhos fechados. A história é sobre dois alunos que decidem formar uma banda . Mas a protagonista decide ser uma cantora de uma forma tão sem graça, tão casual, que não me causou nenhum arrepiozinho na espinha, como a série Nana por exemplo, causava em mim. E pra ajudar, o Ecchi só piora tudo.O romance que surge é chato, é a comédia é fraquíssima. O drama então, nem se fala. Nada se salvou.

Mas eu vou continuar assistindo, só porque sou cabeça dura e gosto de algo que envolva música. Se esse não é o seu caso, melhor cair fora. Existem coisas melhores.


Kuzu no Honkai

Que premissa curiosa. Além disso, me surpreende saber que quem está por trás dessa produção é o estúdio Lerche, já que tivemos um episódio bem bonito visualmente. Não me lembro de ter assistido nada do diretor Masaomi Ando, mas já escutei bons comentários a seu respeito sobre White Album 2. No mais, foi uma estreia sem dúvida bem produzida, e como vamos ter apenas 12 episódios ao todo, tenho fé que a qualidade se mantenha.

Meu único medo é com relação a história. Como eu disse, ele tem uma proposta que desperta curiosidade, mas não me surpreenderia se tudo se transformasse em mais clichês, e sentimentalismos bobos. Ou então, que tudo fique sem nexo, já que teremos apenas 12 episódios de um mangá de 5 volumes finalizados, não sei vai dar pra encaixar tudo da obra original aqui. Vamos torcer pra que sim. Foi uma boa estréia, se destacou em meios aos romances escolares ''água com açúcar'' que temos por aí.

Ah e antes que me esqueça, deixa eu contar pra você o plot. É sobre um casal que só está um com o outro por pura solidão. Na verdade eles não se amam, e só estão mantendo esse relacionamento para não se sentirem sozinhos. No episódio, eles fazem um pacto pra não se apaixonarem um pelo outro, mas será que essa promessa se manterá? Bom, não me parece ser uma história tão clichê, então, eu espero que não. Desconheço o mangá, mas acho que a história vai explorar outras coisas do que o começo de uma paixão. Prosseguirei assistindo com certeza.


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