quinta-feira, 18 de abril de 2019

Sarazanmai - Primeiras Impressões


Só uma palavra define essa estréia: surpreendente!

Texto por Major Thais

Confesso que esse anime não estava nos meus planos para assistir nessa temporada, quando fui fazer um pente fino nas minhas apostas, ele me passou desapercebido por ter uma sinopse confusa. Embora tenha um bom estúdio no comando que é o MAPPA, e um diretor acima da média que é o Kunihiko Ikuhara, pelas imagens e pela proposta estranha, acabei deixando passar. Graças ao Twitter, alguém me deu a dica pra assistir, e curiosa que sou, assisti com as expectativas totalmente neutras. Depois de assistir a estreia morna do novo anime do Shinichiro Watanabe, Sarazanmai reacendeu em mim aquele sentimento gratificante de ter assistido um bom episódio. Não entendi muita coisa, mas adorei. Me parece ser o típico anime pra você curtir o momento, do que tentar criar uma linha temporal do que está acontecendo. 

Antes que me entenda mal, não se trata de um anime vazio. Ele tem o que dizer. Mas ele pode ser visto de duas formas: de maneira descompromissada, apenas como deleite visual e piadas escrachadas, ou como uma baita crítica à algo que pra mim ainda não está tão claro. Fazendo a fusão das duas maneiras de se interpretar, ta aí uma ótima pedida para essa temporada.


Não vou me atrever à tentar explicar Sarazanmai, acho que você encontrará posts melhores para isso por aí internet afora. O que eu posso dizer é que ele é uma espécie de ''confusão bonita''. As cenas possuem muitos cortes bruscos, repentinas transições para outras coisas sem terminar de concluir uma, depois a cena volta pra terminar o que começou contando, enfim... poderia ser um completo desastre nas mãos de outro, mas Ikuhara soube fazer essa narrativa maluca ficar interessante. Os vinte dois minutos passaram voando, foi um episódio instigante do começo ao fim.

Tem humor, tem ironia, metáforas, simbolismos... é uma história completamente maluca, que só assistindo pra entender (ou não né). A ideia de conexão, de segredos revelados, tudo é maravilhosamente sem sentido. Como um sonho engraçado.

Um detalhe que me chamou a atenção é a caixa que guarda os segredos mais íntimos de um personagem, quase que lembrando uma caixa da Amazon, remetendo assim à algum bem material. A tecnologia, mas precisamente às selfies, também marcam um papel importante na história, levando questões como ''pra quê?''. Na era em que a gente vive em que todos estão conectados o tempo todo, Sarazanmai toca na ferida. Ou o melhor dizendo, no ânus.

Prosseguirei assistindo.

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