segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O que achei de Re:Zero


Pare o mundo que eu quero descer.

Eis que de repente um jovem se depara vivendo em outro mundo. Não, não estamos falando de Bleach, Yu Yu Hakusho, Dog Days ou qualquer outro anime com premissa parecida que seja. Estou falando daquele moleque que vai parar num mundo fantasioso e aos poucos se apaixona por uma garota de lá. Não, também não estou falando de Swort Art Online. É o anime ''RPGístico'' do ano, estou falando de Re:Zero, anime este que ensina para o Grimgar como é que se faz às paradas. 

A febre contagiosa tomou conta até dos otakus mais carrancudos. À principio soando como mais um dos clichês que infestam nossa vasta temporada de animes, Re:Zero liderou no topo da listinha de muita gente, principalmente quando chegou na segunda metade, onde a série clamou por atenção com a desgraça na vida do protagonista Subaru. Remastigando um chiclete já degustado, o que o diretor Masaharu Watanabe (Wakaba*Girl) com o estúdio White Fox (Steins;Gate / Katanagatari / Akame ga Kill!) faz ao adaptar a light novel de Nagatsuki Teppei e Ootsuka Shinichirou é o que qualquer autor pediria para Deus. Que cuidem bem da trama original. E pode acreditar que o que esses caras fizeram foi nada mais e nada menos do que dar um novo sabor para esse chiclete. 

Com uma história simples mas instigante, a ideia central de Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu é muito, mas muuuuuuuuuito curiosa. Veja bem. Natsuki Subaru, um adolescente normal vivendo num universo totalmente diferente do seu, entre bruxas, elfos e aquela caralhada surreal toda. Surge então uma jovem de cabelos grisalhos chamada Emilia para salvá-lo de uma situação embaraçada e que ameaça sua vida ali. Até aqui, você pode pensar ''Okay, aí começa o romance entre Kirito e Asuna''. Mas calma lá amiguinho, não é bem assim. Subaru descobre que ele pode retornar da morte cada vez que alguém der o seu ''game over'', só que, não voltando de onde parou, mas sim antecedendo um pouco o grande momento fatídico. Daí, fica o X da questão: será que Subaru vai conseguir achar um jeito de não morrer sempre e ainda salvar a vida das pessoas que se importa naquele mundo? Aqui está o plot basicão.

Se prepare para muito, eu disse MUITO, mas MUUUIIITOOOO sofrimento.





Devo parabenizar primeiramente à serie por não cair na sua própria armadilha; àquela de repetir sua formula continuas vezes. Afinal, seria chato ver sempre o Subaru passando pela mesma situação toda hora. Eu gosto de como às coisas tomam outra perspectiva facilmente, mesmo reprisando cenas já manjadas. Talvez o único momento que chega à ficar incomodo é no começo, porque mais tarde quando tudo vai de mal à pior, ainda não deixa de ser interessante ver o protagonista passando pela mesma situação. Pra mim, a maior qualidade de Re:Zero é esta: ser realista. Subaru não se torna um herói do dia pra noite, tudo acontece aos poucos. Eu gosto de como ela é crua ao mostrar que ele é uma pessoa comum, que se importa com as pessoas ao redor, e que sofre amargamente com a perda repentina delas. Mais ainda; quando não sabe o que fazer na hora que o ''sapato aperta''. Aqui não tem o ''fodão''. Apenas um adolescente normal que só faz cagadas e demora aprender com os erros e descobrir o que de fato está acontecendo ao seu redor. Todavia, não deixo de escanteio o fato de que no episódio 20 há uma mudança abrupta demais de personalidade. Ficou a impressão que a série descia degrau por degrau rumo ao poço, mas resolveu subir essas mesmas escadas muito rápida. Porém, não desqualifica Re:Zero como uma boa série ''pé no chão'' na medida do possível.

Essa série foi uma montanha russa para mim. Começou bem, vai perdendo a força, daí fica legal de novo, depois fica sonolento, até que OKAY SA PORRA FICOU SÉRIA. E termina, com um sabor muito agridoce. Eu diria que o final foi até um pouco brochante. Confesso que esperava mais, mesmo sabendo que os últimos episódios já anunciavam um desfecho ''água com açúcar''. Pra ser sincera, eu nunca me simpatizei pela Emilia. Acho uma personagem chata. Alias, os outros também tem um gostinho de tanto faz, como a Ram e Rem. Porém, a Rem conseguiu me conquistar mais em suas últimas aparições do que com os outros. Existem cenas dela que dá pra ficar com a boca aberta, principalmente nas batalhas e dá muita pena quando ela recebe uma rejeição carinhosa - pra não dizer cuzona - daquele personagem. No fim, dentro dos coadjuvantes, foi ela quem me conquistou mais aos poucos. Mesmo que de um jeito não tão convencional e convincente (Alias, que mancada terem descartado ela no final hein).

EU TAMBÉM TE AMO REM S2 Pense em mim, chore por mim, liga pra mim, não,não liga pra ele T.T























Eu não sei mas talvez Re: Zero fosse mais impactante se não fosse sobre uma história de amor. Agora que acabou, fiquei pensando com meus botões que seria mil vezes mais coerente se fosse uma trama sobre um jovem que quer sair daquele lugar e não conquistar/salvar uma garota de lá. Eu nunca olhei pra essa série com esse olhar, pra mim isso nunca funcionou. Demorou pra cair a ficha e perceber que se tratava sobre isso, e que meus achismos era pura ilusão. Quando chegou naqueles episódios de sofrência, eu tive a confirmação de que o Subaru cagaria baldes pra sair daquele mundo, e só tentaria salvar as pessoas com que se importa afinal. No entanto, eu preferi ignorar esse fato e acreditar de que ele tentaria seguir mais a razão do que a emoção. Caso contrário, ficaria sem graça demais na minha cabeça. Agora que consegui acabar de ver a série mentindo pra mim mesma, preciso encarar a realidade. E ela não é tão boa assim.

Subaru e Emilia forma um casal tão ... chato. Não é que eu não goste de romances, que sou sem coração, e que normalmente não me empolgo tanto com casais nos animes à não ser que seja um shipp meu, Não! Tudo bem que tudo isso até pode ser verdade, porém, analise às evidências comigo. Não é recíproco a paixão de Emilia com o Subaru, na minha opinião faria mais sentido se ela também gostasse dele do mesmo jeito que ele gosta dela, ou então, que ficasse com a Rem. Daí você poderia dizer '' ah mais, o Subaru tinha que ficar com alguém mais relevante na trama, e a Emilia é mais do que a Rem''. Sim, concordo, porém, a Emilia ficou tão apagada no terceiro arco, que parece que o papel que ela tinha ali se perdeu no marasmo do esquecimento. Ficou esquisito esse casal no fim das contas, desconexo, entende? 

Por fim, foi um final aceitável. Faz sentido, entretanto, faltou emoção. Pra uma série que ficou conhecida por ser justamente tão sentimental, ficou redondinha até demais. Adorei que Re:Zero fechou a história sem precisar depender de uma segunda temporada, mas faltou deixar um gostinho de quero mais. Se tiver uma segunda temporada futuramente, rezo pra que seja uma coisa completamente diferente dessa. Porque se for draminha de casal, eu estou fora.

Todos amam Emilia, menos eu. Sou diferentona, sorry






















Re:Zero foi um anime que me surpreendeu. Eu recomendo para quem quer ver uma história batida se transformar num show imprevisível, com boas cenas de ação, ótimos dubladores, direção apurada, e trilha sonora dentro do padrão. Não posso deixar de dizer, que fiquei triste em saber que o anime poderia ter ido mais além e explorado mais certas coisas, no entanto, ao mesmo tempo, fico feliz por ter assistido tudo o que assisti. Não é o melhor anime do ano, mas foi bacana ver até onde a série poderia chegar. 

Que venha mais animes assim. Cheio de possibilidades.


Curta a Nave Bebop no Facebook e siga também no Twitter pra ficar por dentro das próximas postagens e dar uma forcinha marota. Muito obrigada pela visita e até a próxima! See you cowboy ...

Nenhum comentário:

Postar um comentário