sexta-feira, 7 de julho de 2017

Darker than Black - Episódios do 01 ao 04 [Achados e Perdidos]

Finalmente.

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Antes de tudo, confesso que fui assistir sem saber nada. O que me fez colocar esse anime na votação pra assistir, é o clima dele, que vi por aí picotado tanto em vídeos nos you tubes da vida, como em imagens nos tumbrls e etc. Gosto muito de animes com essa aura, logo deduzi que poderei gostar bastante. Quando eu li a sinopse não entendi muito bem. Depois que assisti o primeiro episódio, continuei um pouco boiando, mas tudo se esclareceu no segundo. Já o terceiro e o quarto, assisti pra tentar saber pra onde essa história ia, porém, ainda  não tenho a mínima ideia. Estou com um pressentimento, que terei um abacaxi pra descascar nas próximas semanas (mas posso estar errada, claro). 


Antes de entrar comentando os episódios direto, vamos a um panorama do que achei no geral. Darker than Black é uma história pra mim ainda indefinida, sendo contada com total confiança, sobre espessas nuvens negras. Não dá pra saber o que pode vir no futuro, entretanto, essa falta de foco pode não ser um problema, se os personagens vierem a ganhar mais destaque. Por outro lado, a ambientação, é ainda o que mais me chama a atenção. O noir é um grande aliado aqui, e tratado com devido respeito. A trilha sonora traz uma atmosfera fria, embora ainda não tenha me conquistado totalmente. Não achei tão marcante a abertura e o encerramento, mas ainda sim, combina com a série. 

Gostei bastante do plot principal, mesmo que tenha soado complexo e confuso no inicio e não tenha de fato um objetivo. Mas os outros três episódios, me fizeram entender exemplificando a apresentação dita em palavras claras. Certamente, esse me parece um terreno bastante fértil. Fico pensando que talvez isso não funcionasse em outro anime. A série tem que ser muito boa pra se garantir apenas com o mecanismo daquele mundo, e fazer com que prenda a atenção das pessoas somente com isso no começo. Portanto, dá pra se dizer que é uma série ousada nesse sentido. Ela é tão confiante com o que ela tem em mãos apenas com a base do negócio, que não é necessário (ao menos por enquanto) haver um objetivo. Isso foi o que mais me conquistou. É essa convicção toda, que faz com que entremos no clima, acredite naquelas pessoas, e naquele universo fantasioso.

Dito isso, Darker than Black sabe prender a atenção. Por algumas horas, me vi ali hipnotizada, e de boca aberta. O grande clímax é aquele agora, e uma coisa vai puxando outra. Não há tempo de perder o interesse pelo o que está acontecendo.


Resumindo o base do anime, o céu de Tokyo foi alterado por algo bastante estranho, conhecido como Hell's Gate (Portão do inferno). Coincidentemente  apareceram pessoas possuidoras de habilidades especiais. Os corpos celestiais desapareceram e foram substituídos por estrelas falsas que correspondem àqueles com poderes especiais. No entanto ganhar esses poderes especiais tem um custo: a perda das emoções humanas e da empatia. São indivíduos capazes de matar a sangue frio, conhecidos como Contratantes e são mantidos em segredo da população. As diversas nações usam os Contratantes como espiões e agentes, muitas vezes resultando em batalhas violentas por informação.

Ao que tudo indica, Darker than Black começa uma história num episódio, e termina no outro. Não necessariamente possuem uma relação entre si, mas sim, exploram aquele universo um pouco mais. Por exemplo, no primeiro e segundo episódio, temos então o caso da garota Shinoda Chiaki, que aparentemente tem informações secretas sobre o portão, e por conta disso será perseguida afim de dessas informações não caírem nas mãos dos inimigos. Logo, somos apresentados ao Lee Shun Sheng; ele vai acabar se esbarrando nessa garota, e ao perceber que ela está enfrentando problemas, ele aparece para salvá-la várias vezes. Gostei bastante desses momentos de perseguição, do modo como eles foram ficando mais próximos, as cenas de ação sabem passar o sentimento de urgência bem. Episódio piloto, não tem maiores revelações, tudo é guardado para o segundo. Ou o melhor dizendo: para metade do segundo. Na primeira parte, temos apenas mais dos dois personagens construindo uma amizade. Por isso, achei até meio repetitivo, mas nada que estragasse. A outra metade compensa tudo. Pra mim, foi um  desfecho surpreendente. A revelação que ela era uma doll, me deixou de boca aberta. Foi uma reviravolta legal.

Essa segunda metade do episódio 02 também foi instigante, por apresentar os personagens principais como mereciam, em grande estilo. Lee usando sua capa salvadora (alias descobrimos que ele tem duas identidades como do universitário chinês Lee, como a sua verdadeira personalidade que é ser um contratante de elite chamado Hei), o gato preto chamado Mao, um senhorzinho que usa boina chamado Huang que é o supervisor da equipe do Hei, e a garota gótica e antipática Yin que nesses dois episódios quase não se sabe quase nada dela, mas que é na verdade, uma doll aliada.

As apresentações de personagens secundários da equipe do Hei foi bastante rasa. O foco mesmo esteve na reviravolta do episódio.




Do episódio três ao quatro, temos a história do homem que foi o único sobrevivente de sua expedição, no entanto, o mistério fica por conta do flashback dele do começo de quando ele estava explorando o Portão e descoberto uma flor incandescente. Depois sua filha ganha mais destaque ao ter comportamentos estranhos, até que o Hei chega para amenizar o desconforto que ela estava causando com suas atitudes, e ajudá-la a se livrar dos caras que a perseguem. Pra mim, foi um episódio um pouco chatinho, soou até meio repetitivo o Hei tentando ajudar, e coisa do tipo. Mas, o episódio quatro compensa tudo. Temos a revelação que a garota de fato está causando na cidade, carbonizando pessoas inocentes, cortando cabeça, braços e mãos de policiais e etc. Foi o episódio mais pesado até agora, conseguiu usar da sanguinolência pra causar um impacto maior. Fiquei com o mesmo sentimento de quando vi a menina sendo transformada em cachorro em FullMetal Alchemist, quando descobrimos que o culpado de tudo era o pai da garota. Enfim, nada muito diferente do que já havíamos visto nos episódios anteriores, exceto o uso da violência. De qualquer maneira, foram episódios bem curiosos.

Enfim, não sei mais o que poderia acrescentar. Até agora está dentro do esperado, mas confesso que o episódio dois e quatro me surpreenderam mais, os desfechos me foram mais impactantes e reveladores do que suas construções. Não sei pra onde a história vai, só sei que espero que os personagens se desenvolvam mais, até agora não se sabe muita coisa sobre eles além do básico. O clima da série no entanto, continua como achei que seria, e é o grande atrativo para mim. 

Nos vemos na próxima semana para mais comentários sobre (se tudo der certo).
















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