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Cowboy Bebop, da Netflix, Pareceu Um Ensaio Ruim de Cosplayers, Mesmo Mirando Agradar os Fãs

Ainda dá tempo para falar daquela série da Netflix que esperamos tanto pra nada?

*Texto By Major Thais

Olá terráqueos, depois de anos-luz se fingindo de morta, cá estou eu aqui (do nada, eu sei), para falar atrasadamente da série live-action do Cowboy Bebop que estreou em Novembro de 2021 na Netflix. Peço perdão por ter ficado ausente do blog e por ter ficado calada sobre a série todo esse tempo. Ignorem qualquer linguagem errada que por ventura apareça nesse texto, afinal, estou enferrujadíssima em escrever artigo.  

Gostaria de dizer que eu não li nenhum review sobre a série, essa é uma opinião totalmente crua e fresca sobre (já que acabei de terminar de assistir: quase dois meses depois da estreia). Aceito debater nos comentários, beleza? 

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Quando eu vi o trailer da abertura pela primeira vez, meus olhos brilharam. Acredito que isso tenha se repetido com a maioria dos fãs quando assistiu. O que era aquilo? Chegava a arrepiar. De inicio pensei que era bom demais pra ser verdade. Resolvi segurar a emoção e acalmar as expectativas, que como todos sabem, ficar empolgado demais é a mãe das decepções.

Tomei a atitude de não se importar muito, não contar os dias, não contar as horas pra quando estreasse. Dito e feito. Acho que só comecei a ver depois de quase duas semanas que entrou na Netflix, e fui me esquivando das opiniões de quem estava assistindo. Mesmo vestindo minha armadura de ninja contra spoilers e opiniões, cada vez mais, sem querer fui me deparando com pessoas que não estavam curtindo nenhum pouco.

Era só entrar no Twitter por cinco minutos, já me deparava com alguém dizendo que não gostou mas que ''até que foi legal'', algo do tipo. Dava pra notar que o fã foi assistindo querendo muito gostar mas estava relutante em acreditar que o sonho tinha virado decepção. Comecei a me preocupar e resolvi ver com meus próprios olhos de uma vez por todas.

Quando estava apenas no terceiro episódio (se não me falha a memória), me chega a notícia de que a Netflix cancelou a série. Como assim gente? ia ter segunda temporada? quem mandou cancelar sem fazer ainda um mês de estreia? Pra ser cancelada tão rápido assim, os fãs estavam muito putos ou a audiência despencou agressivamente.


Minhas expectativas que já não estavam muito grandes pra que a série melhorasse, foram por água baixo. Foram só três episódios, mas para mim, parecia que já tinha visto o suficiente. Vou ser sincera: parecia uma grande encenação de cosplayers.    

Não me leve a mal: os atores eram bons, os efeitos e todo investimento técnico estava bem legal, mas a direção e o roteiro... meu deus, custei a acreditei que o Shinichiro Watanabe tenha compactuado com isso, mesmo sem muito envolvimento.

Pra você ter uma ideia da bagunça (ATENÇÃO SPOILER) a Ed, uma das personagens mais carismáticas aparece nos cinco minutos finais da série. TÃO DE SACANAGEM NÉ? Sendo que o fã já tinha ido assistir meio triste por saber que por algum motivo cortaram ela da história, mas o fã (eu me incluindo obviamente) também pensou que o roteiro pudesse suprimir ou compensar essa falta de algum jeito mirabolante que fizesse sentido.

Foi um misto de ''Pô, que legal que colocaram a Ed'' *abre um sorrisinho* ''Peraí, mas esse é o último episódio e é o minuto final'' *cara de decepção*.

Fiquei literalmente igual esse meme:


Eu fico até com dó de quem vai conhecer Cowboy Bebop pela primeira vez nessa série. Espero que todos deem uma segunda chance assistindo o anime, porque lá em apenas vinte e poucos minutos muita coisa acontece. E mesmo nos episódios mais ''parados'' existe muita coisa sendo dita. Coisa que não acontece na série da Netflix. 

Confesso que não senti muita empatia pelos personagens, muito menos curiosidade. A trama que envolve o Vicious + Julia + Spike vai se degringolando cada vez mais, parece uma novela mexicana. Entedia. Cadê o sentimento real do anime? Faltou o famoso ''feeling''. Zero profundidade, zero poesia. Zero empatia.

O cachorro Ein, outro personagem cheio de carisma, foi jogado de escanteio. É como diz o novo ditado que vejo por aí: ''100% de aproveitamento Zero''. 

Pra mim, a série não soube aproveitar o tempo que teve, grande parte dos episódios tinha cara de filler, nada de interessante acontecendo. Quero nem entrar muito afundo, porque dói falar isso de uma série que amo.


No final das contas, apesar dos apesares, acredito que valeu a experiência. Mesmo que o saldo tenha sido mais negativo do que positivo, eu só consegui chegar até o final da série tentando olhar só as coisas boas. Como por exemplo, toda a ambientação dos personagens.

O universo de CowBe é tão rico e amplo, que é legal ver os contrastes de modernidade com lugares pacatos e antigos. Tudo isso sendo invadido por conflitos entre tiros e lutas coreografadas (ainda que sem a emoção devida). A filosofia de como aquele mundo funciona com pessoas solitárias e vazias (como é o caso da Faye, que nem sequer sabe quem é) passa um certo conforto. Essa é a pontinha do Iceberg que o anime possui. Ver isso com pessoas reais, com a trilha sonora original (ainda que mal usada) era um sonho do fã que se tornou realidade. 

Um sonho que a cada episódio ficou esquisito, e que no fim das contas, não passou de uma ilusão. Porém, vamos olhar para as coisas boas: fiquei morrendo de vontade de assistir o anime de novo. Espero que esse tenha sido o maior legado da série live-action, porque só assim ela se salva.

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Obrigada pela sua visita aqui no blog, See You in Space, Cowboys!

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