terça-feira, 23 de julho de 2013

Crítica do filme: O Castelo Animado


  Vamos falar de mais um filme dos estúdios Ghibli, uma obra sutil, inteligente e muito surreal! abordaremos a expansão da história e de toda a arte esplêndida de Hayao Miyazaki. Vamos Nessa!



O Castelo Animado (Hauru no ugoku shiro, 2004) de autoria do grande mestre Hayao Miyazaki produzido pelos estúdios Ghibli , é baseado no livro Howl's Moving Castle da escritora inglesa Diana Wynne Jones. E a história gira em torno da magia, do surrealismo e sem esquecer que é mais um trabalho muito bem desenhado e construído e adaptado de maneira perspicaz por Miyazaki.



Sinopse - Sophie é uma moça que trabalha em uma chapelaria da família e não tem nenhum tipo de ambição e muito menos planos para o futuro. Porém certo dia quando saiu para visitar a sua irmã é importunada por soldados mas é salva por um belo jovem. Isso todavia atraiu a atenção da Bruxa do Nata (Bruxa das Terras Abandonadas) e lançou um poderoso feitiço sobre Sophie onde acaba se tornando numa velha senhora. Devido á isso ela sai a procura de encontrar uma maneira de quebrar esta maldição.


Miyazaki tem um histórico de personagens femininas extremamente guerreiras, fortes, e que enfrentam a situação mesmo sentindo um pouco de receio. Sempre com cenários extraordinários, a sutileza sempre está presente nos trabalhos, na criação, na maneira como tal assunto é abordado, e isso faz com que aquilo que estamos assistindo se torne algo comovente. Nos chama a atenção para aquilo que está sendo ignorado, como no caso do filme Princesa Mononoke .





  Ao longo do filme nos deparamos com uma produção sombria. Feiticeiros, guerras, maldições  á serem quebradas e máquinas de destruição desfilando nas telas. Mais é super interessante notar que no meio de tanta magia o filme conta com cenas de alívio cômico que quebra um pouco toda aquela tensão e aquele peso no ar (Quem é que não riu com o cãozinho asmático?).
 Mais o fato é que dentro deste mundo de ficcional existe todo aquele clima de realidade. Tudo naquele filme parece verdade. O roteiro deste filme é simplesmente fantástico, esplêndido. Me parece que toda a magia gira em torno daquelas pessoas, me transpassou um ambiente onde '' tudo é possível ''. O filme valeria ser assistido só pelo enredo pois simplesmente é muito bem trabalhado e imaginado. Mais o Miyazaki deu um banho nos críticos de plantão e que supostamente não apostavam que esse filme pudesse estar no mesmo nível dos seus trabalhos anteriores. É fascinante e ao mesmo tempo surpreendente saber que o filme é feito á mão, sem computação gráfica e tecnologias. Ele não só correspondeu as expectativas como surpreendeu com uma arte digna de ser aplaudida de pé.

E o que dizer dos personagens ali mostrados? posso afirmar com toda certeza que foram mostrados cada um no seu ritmo. Nada de logo de cara mostrar todo o caráter e pensamentos. Aos poucos o público pode perceber o coração de cada um, foi ganhando confiança, carisma, e foi com calma chamando a atenção para aqueles problemas advertidos. E é dessa maneira que narrativa seduz, que provoca aquela vontade de descobrir, de conhecer, de viver, e estar junto com os personagens.
  Toda vez que eu tento imaginar a maneira como o Miyazaki retratou esse mundo numa folha de papel eu fico abobada. O jeito como ele transforma as coisas, o modo como transforma um mundo surreal em algo verdadeiro. É impressionante.
  Ao decorrer dos acontecimentos eu fui me sentindo parte daquilo tudo e não me vi num meio de sair, de parar, de desligar a TV e ir fazer outra coisa. Aquele mundo totalmente impossível foi se tornando algo comum. Como se a magia fizesse parte do meu cotidiano também.


O filme e o livro tem as suas diferenças. Por exemplo: muitos personagens foram mudados, a ação se concentra na guerra, que relembra muitas vezes a Segunda Guerra Mundial com naves atacando as cidades com bombas e toques de recolher. As motivações e personalidades são diferente, apenas Sophie e Howl continuam com características semelhantes ao livro. Mais as ideias pacifistas do diretor transformou de uma maneira muito interessante, inteligente e curiosa os acontecimentos.




 O Castelo Animado é altamente recomendado por mim, pois nele se encontra um ambiente totalmente detalhado, com personagens bem carismáticos e com uma história muito bem desenvolvida. Vale a pena desfrutar de cada momento, de apreciar um cenário fabuloso e com aquela pitada de estúdios Ghibli ou melhor de Hayao Miyazaki.

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